HEDYNHO

Pedal no Calor e na Chuva

Pedal no Calor e na Chuva

5 dicas para pedalar no calor

pedalendo

Foto: Shutterstock

Pedalar sob o calor e o sol forte pode ser um grande incômodo para o ciclista.  Acabo de voltar do trabalho e quase derreti pedalando.

Mas e então? “A chapa esquentou”? O que fazer nos dias quentes? Muito quentes?

Pedalar no calor pra mim é mais complicado do que no frio e na chuva. Tudo bem que nunca experimentei pedalar no frio extremo (neve, temperaturas negativas etc), mas no calor, sim.

Então, sem mais delongas, vamos a 5 dicas para pedalar no calor:

1 – Protetor Solar

Primeiro e previsivelmente, o protetor solar. Ele não vai te impedir de ficar com aquela belíssima marca de camiseta e de bermuda, mas obviamente vai te proteger do sol forte. Alguns se incomodam, mas já estou acostumado com o look “zebra”, causado pelas várias marcas diferentes de bermudas, shorts e camisas. Utilizo protetor solar durante todo o ano, não importa se o tempo parece meio nublado ou não. Em pedaladas longas, aplico várias vezes, geralmente a cada 40 min ou quando sinto necessidade.

2 – Hidratação

Outro fator fundamental é a hidratação. Ando sempre abastecido, não pode faltar água de jeito nenhum. Mais uma vez, as pedaladas longas exigem preparação especial. Nessas (acima de 2 horas), costumo levar além de água, bebidas isotônicas, geralmente Gatorade ou água de côco. Certa vez pedalando para Caeté sob sol forte, tomei cerca de 4 litros e meio de líquidos durante todo o percurso, e foi o que me salvou de uma insolação. A dica é conhecida: beber um gole d’água a cada 10 ou 15 minutos, mesmo não estando com sede. Quando nosso corpo sente sede é sinal que já estamos sofrendo por alguns processos de desidratação.

3 – Caramanholas

Outra coisa são as caramanholas, as famosas garrafinhas. Já tive modelos térmicos ou de alumínio, que conservam a temperatura por mais tempo. Atualmente pedalo com as de plástico, daquelas que você não precisa nem mais comprar, pois em tudo que é lugar que vai ganha uma de brinde. Sejam de melhor qualidade ou as de brinde, uma hora ou outra o calorão vai fazer você pensar que está tomando chá, e não água. Já me acostumei com isso, e realmente não me incomodo. Quando quero tomar água mais gelada, deixo a garrafinha no congelador ou coloco gelo. Mas não dura muito tempo não.

A nota chata é que Joelma (minha bike) tem apenas um espaço para garrafinhas. Pra mim esse é um dos poucos pontos fracos da Caloi City Tour. Uma bike desenvolvida para cicloturismo e pedais de longa distância não deveria vir com furação pra apenas uma caramanhola. Nas minhas pedaladas tenho levado outra caramanhola na mochila, o que as vezes é incômodo. Quando estiver com mais tempo vou descolar um lugar para adaptar mais uma.

4 – Mochilas de Hidratação

Outra possibilidade são as mochilas de hidratação. Já utilizei e ainda tenho uma. O ponto positivo é a água que mantém sua temperatura por mais tempo, além do fácil acesso (canudinho) podendo beber água sem tirar as mãos do guidom (o que também não é nenhum fim do mundo, no caso de se utilizar caramanholas). Além disso tem a capacidade, variando entre 1 até 3 litros, a depender do modelo. O ponto negativo é a própria mochila, que parece pouco, mas passa a me incomodar a medida que aumenta o tempo e a distância das pedaladas. Tenho gostado de pedalar longas distâncias sem nada nas costas.

5 – Vestuário e acessórios adequados

 Além disso, roupas claras, viseiras no capacete ou bonés, além é claro, dos óculos escuros, que ajudam bastante a pedalar sob o sol forte. Tudo pronto para pedalar faça muito ou pouco sol.

fonte Revista Bicicleta

perdalendo na chuva

10 dicas para pedalar na chuva

Nem todo mundo consegue sair com a bicicleta quando está chovendo. O desconforto parece tão grande que muita gente acaba deixando a bicicleta em casa – ainda que isso implique em perder um tempão a mais no congestionamento ou aguentar o aperto no transporte público, situações que pioram em dias assim. Pensando nisso, o Vá de Bike reuniu boas dicas para te ajudar a manter a liberdade até debaixo d’água.

1 Perca o medo da água

Quem vive na cidade aprende desde cedo a se esconder da água que cai do céu, seja debaixo de um guarda-chuva, dentro de uma casa ou dentro de um carro. Aliás, o carro é usado muitas vezes como um guarda-chuva caro e espaçoso: fechou o tempo e pronto, lá vamos nós dirigindo até a esquina de baixo…O problema não étomar chuva,mas ficar comroupa molhadano corpo depois

O primeiro passo para conseguir encarar a chuva é compreender que ela é parte da vida. É fundamental para a produção de alimentos, para a sobrevivência de animais e plantas, para regular a temperatura do ar e até para limpar um pouco a poluição de nossas cidades. Aceite-a como um presente da natureza, como parte essencial do que somos e de quanto caminhamos como espécie para chegar aqui. Chuva é vida.

Mas calma, você não precisa criar uma paixão repentina por banhos de chuva! Também não precisa passar o dia trabalhando com a roupa molhada, nem precisa pegar um resfriado. E é aí que entram as nossas dicas. Claro que se você perceber que será uma chuva rápida, vale a pena esperar 10 ou 15 minutos debaixo de alguma cobertura, mas nem sempre isso é possível ou previsível. Uma hora você vai ter que encarar uns pingos.

2 Tenha uma boa capa

Ao pensar em usar a bicicleta na chuva, muita gente pensa logo nas roupas que os motociclistas usam. Entretanto, apesar de eficientes para impedir a entrada da água e do frio, são bastante inadequadas para o uso com bicicleta, pois bloqueiam a saída do calor do corpo e da transpiração. Pra piorar, limitam os movimentos.

A melhor solução é usar uma capa de chuva mesmo, de preferência do tipo poncho, que cobrirá todo seu tronco, cabeça e boa parte das pernas. Existem capas específicas para o uso com bicicleta, com tecido leve e aberturas estratégicas para permitir que o calor do corpo escape e a transpiração evapore.

A solução mais barata, e nem por isso menos eficiente, são aquelas capas de chuva transparentes e descartáveis que são vendidas até em bancas de jornal. Dobrando com cuidado depois de seca, você consegue usar mais de uma vez. Outra opção é você mesmo fazer a sua capa

3 Instale paralamas

Paralamas são importantíssimos. A chuva que cai do céu é limpa, mas a água que o pneu tira do chão e joga para cima é bastante suja, seja por terra e poeira ou por causa do óleo que cai do motor dos carros. Sem paralamas, essa água vai direto no seu rosto e nas suas costas.

Quanto mais “envolvente” for o paralama, melhor. Mas como as bicicletas nacionais raramente têm suporte adequado para a instalação, é preciso recorrer a modelos que prendam no canote e embaixo do garfo. Se você tem bagageiro, é altamente recomendável colocar um paralama por baixo dele, senão é a sua bagagem que vai conter a sujeira do asfalto…

4 Ensaque tudo dentro da bolsa ou mochila

Coloque tudo dentro de sacos plásticos, sempre. Depois que uma chuva forte te pegar de surpresa, você vai passar a guardar tudo dentro de sacos plásticos, mesmo que esteja fazendo o maior sol. Nada mais frustrante que chegar ao destino esperando vestir a roupa seca da mochila e ela estar toda molhada.

Não corra o risco de estragar seu celular, mp3, ipod e etc. com a água da chuva: guarde os eletrônicos numa sacola plástica e coloque dentro da mochila ou alforge.

Se você tem um bagageiro, coloque a mochila toda dentro de uma sacola plástica grande antes de prendê-la.

5 Mantenha os pés secos

Uma alternativa barata e bastante eficiente (ainda que tenha um visual nada elegante) é envolver os pés com sacolinhas plásticas, daquelas de supermercado. Mas atenção: é importante manter as meias dentro da proteção da sacola também, para que a água da chuva não infiltre por elas! É recomendável o uso de duas sacolas em cada pé, uma por cima da outra.

Há um acessório vendido em outros países com o nome de overshoes, uma cobertura impermeável para cobrir o calçado. Funciona muito bem, mas é quase impossível de se encontrar no Brasil. Há também a opção de usar um calçado que você não se importe em molhar, levando outro protegido na mochila, para trocar quando chegar ao destino.

Também é possível pedalar com um chinelo, papete ou sandália. Mas tome cuidado para que o pé não escorregue do pedal durante a pedalada, ou ao apoiá-lo no chão quando você parar a bicicleta.

Se ainda assim seu sapato ou tênis molhar no caminho, forre-o com papel toalha quando chegar ao destino e calce com o pé sobre essa camada. Troque o papel absorvente a cada meia hora no máximo e logo estará seco, sem você precisar ficar descalço.

6 Use luvas

Luvas já são recomendáveis em situações normais, por protegerem as mãos em caso de queda e por evitar irritação na pele, que fica em atrito constante com a manopla. Em dias de chuva, tornam-se ainda mais úteis, para que suas mãos não escorreguem no guidão.

Quanto ao tipo de luva, depende se está frio ou calor: no frio, é melhor usar as de dedo fechado, para que a mão não enrijeça. O importante é que seja um modelo em que a mão não escorregue na manopla, por isso é bom comprar luvas próprias para ciclismo.

7 Controle a transpiração

Debaixo da capa de chuva, a transpiração vai evaporar bem menos e tornar-se mais visível. Para não ficar mais molhado por dentro da capa do que por fora, pedale mais devagar, respire com calma e faça mais paradas. E não esqueça de tomar água, que se estiver gelada ajudará a resfriar seu “motor”.

8 Leve uma roupa extra

Por mais que você se proteja, pode ser que sua roupa molhe um pouco. Principalmente a calça, que pode até sujar com a água da rua. Por isso é importante levar uma muda de roupa, mesmo que apenas para uma eventualidade.

Se você tem uma gaveta no escritório, deixe nela calça, camiseta ou camisa e um par de meias. Senão, leve tudo numa sacola, dentro da mochila.

Uma opção é usar uma roupa mais leve para pedalar, que possa molhar e até mesmo sujar, e levar a roupa limpa na mochila ou alforge, protegida dentro de um saco plástico. Se você colocar as roupas dentro de uma pasta de plástico, daquelas mais altas, não irão amassar.

9 Troque-se ao chegar

Quando chegar ao destino, é importante trocar logo todas as peças de roupa que ficaram molhadas (ou improvisar um jeito de secá-las, usando por exemplo o papel toalha do banheiro).

Vale lembrar que não é tomar chuva que pode te deixar doente: é ficar com o corpo gelado por causa da roupa molhada, depois que passar o calor da pedalada. Principalmente se você estiver em um ambiente com ar condicionado.

Cuidado para não pisar nas poças ao parar a bicicleta. Além de se molhar, você pode torcer o pé em algum buraco escondido pela água.
Foto: Featherlite (cc)

10 Fique atento nas ruas

Tome cuidado para não escorregar, principalmente logo que começa a chover. O óleo que cai dos carros se mistura com a água e o chão fica escorregadio. Atenção extra nas descidas, não deixe a bicicleta pegar muita velocidade para não precisar frear bruscamente.

As faixas de pedestres e outras sinalizações de solo também ficam escorregadias na chuva. Evite frear em cima delas. Grelhas e tampas de bueiro também podem escorregar. E aquelas chapas lisas de metal, usadas para cobrir reformas e buracos no asfalto, viram um sabão quando chove, muito cuidado!

Se não tiver como desviar de algum desses pontos de risco, mantenha a bicicleta “imóvel” enquanto estiver passando por cima, seguindo em linha reta sem virar o guidão nem mudar o centro de gravidade. E em hipótese nenhuma freie, deixe para depois que os pneus voltarem ao asfalto.

Evite passar por locais onde há acumulo de água que não lhe permita ver o que há no asfalto. Pode haver um buraco ou uma tampa de bueiro aberta!

Não se arrisque a pedalar em áreas alagadas, você pode se machucar e contrair doenças.

Durante chuvas fortes, a visibilidade dos motoristas cai muito e você vai enxergar muito melhor que eles. Parta sempre do princípio de que o motorista não o viu e pode entrar na sua frente sem aviso. Acenda as luzes da bicicleta, mesmo de dia, e evite avenidas movimentadas.

A primeira vez

A primeira chuva a gente nunca esquece, principalmente quando ela nos pega de surpresa. E a primeira tempestade vencida é uma libertação. Você percebe que as condições do tempo não mais lhe impedem de escolher a bicicleta, mesmo em dias improváveis.

Pedalar na chuva tem gosto de molecagem que a mãe não deixa fazer, de transgressão lúdica de uma regra boba dos adultos, de ser dono do próprio nariz e fazer o que bem entende. É a última barreira vencida.

A chuva é a fronteira final do ciclista urbano.

 

FONTE VA de Bike

 

HEDYNHO = TOPO